"A poesia é uma expressão do não-ser do poeta. O que escrevo não é o que tenho; é o que me falta. Escrevo porque tenho sede e não tenho água. Sou pote. A poesia é água. O pote é um pedaço de não-ser cercado de argila por todos os lados, menos um. O pote é útil porque ele é um vazio que se pode carregar. Nesse vazio que não mata a sede de ninguém pode-se colher, na fonte, a água que mata a sede. Poeta é pote. Poesia é água. ". (ALVES, 2014. p.112).
segunda-feira, 30 de abril de 2012
Meu ocaso e caso...
sexta-feira, 20 de abril de 2012
No meu alvo, me desfiz...
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Será que cabemos no amontoado de sugestões que nos são feitas?!

SE eu tivesse tanto tempo, o que me restaria do pouco tempo que tenho para pensar no tempo que se foi enquanto pensava sobre ele?!
E me restaria tempo para que o futuro agudo, gritador, ficasse à beira de minha janela esperneando ante cada calçada de meus sonhos...?!
É, é assim o amontoado de questões que se encostam aqui em meu dia
Esse ano de 2012 tenho mais desafios que uma criança que tenta dar os primeiros passos...
Engraçado, neste mesmo ano faço meus 31 anos
O que tinha sonhado para eles era bem mais que ser advogada, especialista e mestre...
O que era?!
Sinceramente, nem eu mesma sei...rsrsrsrs
Sei do que muitos sonham para mim, do que a maioria gostaria de querer, mas será que caibo no amontoado de sugestões que me são feitas?!
Fujo então, escapo por entre os dedos para começar uma nova e mesma empreitada de outros desafios, como se nada tivesse e possuísse tudo...
Deve haver um segredo...
Para aquietar a alma, para satisfazê-la...
Sigo amontoando imagens, escritos e questões...só isso!
Sou uma colecionadora de dúvidas!
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Sentir sentidos da alma europeia...
Acabo de rever fotos de minha primeira jornada a Europa...
Acabo de aterrissar em FOR, mas ainda sinto a mente flutuante, o olhar confuso...
Cheguei de 10 dias incríveis em Lisboa, Sintra, Vigo, Santiago de Compostela e Paris e me faltam palavras para relatar
Só de um acontecimento me arrependi: não ter tido tempo de ter tomado nota do tanto que vi e ouvi, que pensei e criei...ficou tudo escrito nas nuvens de meus sonhos, no espelho do meu sorriso...
Uma canção se repetiu constantemente: "obrigada meu Deus!Obrigada..."
Olhar para a Europa que tanto sonhei era escandaloso demais
Ficava embaralhada
Fugia do assunto dos amigos-estudantes que lá estavam comigo
Percorria cada curva, queria registrar na alma cada olhar estrangeiro, que de estranho nada tinha
Pessoas felizes e tristes pelos mesmos motivos que nos fazem flutuar...
Senti a alma europeia
O porquê de seus bons escritos, sua filosofia encantadora, seu descontentamento inconstante
A culpa é do vasto
Da imensidão de formas
Dos resquícios de história bem guardados
Daqueles jardins e castelos amontoados, formando um coquetel de delícias para a alma
A culpa é da substância da Europa: sua alma misturada em faces de ontem , hoje e amanhã
A história prot(AGONIZADA) por esse continente tem seus porquês
E não podem ser resumidos apenas por intentos colonizadores e crus
Há algo de metafísico no ar que atordoa...
O frio e céu escuros jorravam um caldo assustador de tão belo
As estátuas pareciam falar
A imponência de suas praças deixava qualquer um entregue a um minuto de descanso admirado...
Os cafés lotados são sinais de tudo isto...é necessário mais tempo para pensar...
Não!
Comecei a entrevê-la
E assim, sentir os sentidos e não só vê-los...
Não há como não suspirar...
"A saudade é o bolso , onde a alma guarda aquilo que ela provou e aprovou. Aprovadas, foram as experiências que deram alegria. O que valeu a pena está destinado à eternidade. A saudade é o rosto da eternidade refletida no rio do tempo. "Rubem Alves
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
POR QUE É DIFÍCIL PARA O OCIDENTAL COMPREENDER O ORIENTE - Carl-Gustav JUNG
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Toda minha dor...

Se toda minha dor fosse dita...
Se toda minha dor fosse sentida...
Se toda a minha dor fosse escrita...
Se toda minha dor fosse traduzida...
Não haveria um dia com vinte quatro horas
Não haveria alma para suportá-la
Os livros seriam impressos em gotas de lágrimas e ninguém terminaria sua lida
Você, para ler meu livro, teria que aprender a língua de um ser que vive como se habitasse com anjos
Mas que ainda não sabe perceber se os dentes que lhes mostram são sorrisos ou inimigos
Eu ainda confundo "sede da alma" com "sede de alma..."...
Entenda quem teve sua alma deslocada....
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Estou remando...

Estou remando mar a dentro
Não tenho bússolas, sou atrevida demais para deixar com que me guiem
Estou nadando e vejo O brilho
O conhecimento vem no mar bravio com sons novos e outros atavios...
Estou compulsivamente cansada e relutante
Não tenho todos os livros e informações que quis e ainda ouço novos rumores
Quanto mais remo o conhecimento se distancia de mim
Teimoso que é....esse desconhecido ansiado....
Como se fosse uma folha de ouro enciumada que não quer entregar-se ao olho de um só
Estou remando e em vertigens admito:
“não há limite para fazer livros, e o muito estudar é enfado da carne.” Eclesiastes 12:12